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Águas

Bacia hidrográfica,
Drenada por afluentes e subafluentes,
Tal qual letras entrelaçadas com outras
Originando frases, as vírgulas as interrompem.
O mar de Aral suplica por água.
Aquela que lhe foi tirada,
Que desviara os olhos do lago salgado,
Agora é como um mar no deserto,
Solitário.
Grandiosos pluviais,
Rios que encharcam a terra e trazem fertilidade,
Águas tão aguardadas no sertão.
Puramente águas que secam no período da estiagem
E fica na lembrança o momento em que foram abundantes.
A água que banhara outrora população
Não é mais a mesma que a banha hoje
São águas históricas que se renovam
Em eternos moinhos.

Marina Franconeti Ver tudo

Escritora e mestranda na USP em Filosofia, na área de Estética, pesquisando Manet e o feminino. Ama pintar aquarelas, descobrir a magia oculta nas tintas e na prosa do mundo.

4 comentários em “Águas Deixe um comentário

  1. Bem… Essa minha amiga está se superando cada vez mais… Eu, como já disse, estou morrendo de orgulho de ver como uma pessoa, ao se atrever a ousar, consegue tão bem, essa façanha de escrever poemas tão inteligentes!!!

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  2. Como nao gosto muito de geografia, creio que isso fez com que eu tivesse uma opinião negativa sobre o texto. Entao vou apenas dizer: foi muito bem escrito.

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    • Bom, você ainda vai ver mar de Aral, etc.
      Mas, no poema, é importante entender mesmo a ideia da vida como a fluidez da água, um tanto como o Heráclito colocou: “ninguém banha-se duas vezes no mesmo rio”.
      Ah, e ainda tem a música Planeta Água com o valor da água :p
      Eii, eu gostei dos seus poemas mesmo sendo de Química, matéria que eu gosto, mas não sou fascinada hahaha

      Curtir

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