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Cólera e matéria-prima

Ressoa em meus ouvidos os gritos coléricos de Álvaro de Campos.
Todo o ímpeto de gritar, a vontade de a sociedade esmagar
Os erros nomear…
Hoje, talvez, ele entendesse:
Falar de seu problema não o faz ser fútil diante de outros
O choro e a lamentação tem prazo de validade
Isso é fato.
Permitir o desmoronamento interior,
Como uma marca constante relembrando as dores,
Destrói a humanidade.
Mas o avançar do mundo anseia por uma circularidade louca
Possível?
Ascensão, queda…humores
Não são pelas lamentações que se pretende um ato a mais?
Esbravejar ao mundo o que o irrita é melhor do que não fazê-lo!
Então é isso!
Desejo do mundo o correr da água, veloz
Chegar a algum lugar!
Enlouquecidamente, a cada passo, quero o melhor!
Cansaço vai e vem…abstrato
Uma ilusão criada…
É dele que tento arrancar freneticamente
A matéria-prima
De quem eu sou.

Marina Franconeti Ver tudo

Escritora e mestranda na USP em Filosofia, na área de Estética, pesquisando Manet e o feminino. Ama pintar aquarelas, descobrir a magia oculta nas tintas e na prosa do mundo.

Um comentário em “Cólera e matéria-prima Deixe um comentário

  1. É… Talvez se as pessoas fizessem mais isso e não somente se decontentar, reclamar e logo depois se resignar, as coisas não estariam como estão hoje. Esse poema pode ser só um pequeno passo para uma coisa que pode se tornar maior. São das pequenas coisas que vêm as maiores. Viva a revolução, que seja de pensamento, mas mesmo assim, revolução! hehehehe

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