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Ofício

Ideias discorrem pela caneta
Esboço que já respira e incendeia.
No tempo legislador da ampulheta,
Ao acordar, a vida me esbofeteia.
 
Busco nas esquinas a epifania.
Foge de meu traço a imaginação?
O mundo me reprime em anarquia
Do infinito busco uma só visão.
 
Avante à luta! Com um lápis e espada 
Torno em escrever heroico meu ofício! 
É da luta que crio grande arte.
 
Assim, são as ruas meu baluarte,
Construção poética do artifício 
Em calçada viva, minha morada.
 

(Soneto decassílabo, com rimas em abab e cdeedc)

Marina Franconeti Ver tudo

Escritora e mestranda na USP em Filosofia, na área de Estética, pesquisando Manet e o feminino. Ama pintar aquarelas, descobrir a magia oculta nas tintas e na prosa do mundo.

2 comentários em “Ofício Deixe um comentário

  1. É… Eu acho que esse soneto, poderia ter sido usado na semana de 22… Gostei… rs… Se bem que eles buscavam à liberdade da forma, poderia ter sido utilizado na segunda geração… Junto com o Drummonzinho lindo!!! Só falta você fazer uma tentativa de representação do amor, como o Vini!!! rs

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  2. a escrita é feita por muitos, mas efetivamente dominada por poucos. Você é uma dessas poucas pessoas que domina (ou é dominada?) pela escrita
    sigamos lutando por um mundo melhor, sabendo que a poesia é uma arma válida

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