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Filmes e séries natalinos para ver

Chega dezembro e eu já me armo das músicas natalinas e dos filmes para assistir. O apelo à magia da neve, da correria do fim de ano, das histórias inesperadas, tudo converge para dezembro. E, quando vejo, já estou totalmente refém dos filmes fofinhos de Natal.

Por isso, resolvi montar uma lista do que andei assistindo nas últimas semanas entre séries e filmes natalinos, e do que já assisti antes e gostei. Não é uma lista definitiva, mas são 16 sugestões de filmes e séries de diferentes nacionalidades e épocas, para saber o que se assistir nesse período e não ficar perdido.

Os clássicos favoritos

A Felicidade Não se Compra", um filme que nos ensina sobre a importância de  cada pessoa.
A felicidade não se compra, 1946

A felicidade não se compra, 1946, EUA: o clássico dos clássicos, o filme de Frank Capra é muito mais do que um filme doce sobre o espírito de Natal. Presenciamos as várias fases de vida do protagonista George Bailey (o excelente James Stewart), um jovem que sonha ir muito além dos muros da cidade pequena, mas que assume o compromisso da empresa de empréstimos do pai, abrindo mão dos sonhos. Aos poucos ele transforma várias vidas confrontando a figura de Henry Potter, que domina todos os negócios da cidade. A grande premissa da história é o momento fatídico em que Bailey pensa em se suicidar, e então um anjo aparece para lhe mostrar como seria o destino de todos se ele simplesmente não existisse. Um filme divertido, delicado e com muita consciência social. Para mim, até hoje, ainda não houve um filme natalino que superou o poder desse clássico.

Grinch, animação, 2018: o rabugento monstrinho verde do clássico de Dr.Seuss e do filme de 2000 com Jim Carrey ganha uma reformulação em um filme animado apaixonante. Como um mundo em miniatura, o filme encanta pela cidade dos Whos e a versão mais humanizada desse personagem memorável de muitas infâncias.

Grinch, 2018

Klaus, animação, 2019, EUA/Espanha: Assim como Grinch, Klaus é a pedida perfeita para o Natal. Jesper é um estudante da Academia Postal que percebe que a cidade não tem interesse algum por cartas. Cogitando desistir, ele vê a oportunidade de mudar a energia da ilha remota com a ajuda da professora Alva e do carpinteiro Klaus, um homem solitário que vive entre brinquedos feitos a mão. Indicado ao Oscar, o filme é de uma delicadeza sem fim. As matizes de cor dos cenários é uma beleza à parte: o trabalho de fotografia e a iluminação são perfeitos. Vemos campos de neve mergulhados em sombras lilases e luzes douradas, quase um quadro impressionista em animação, o que torna fácil mergulhar nesse mundo doce do filme.

Simplesmente amor, 2003, Reino Unido: com elenco diverso, o filme já virou referência clássica entre as indicações natalinas, porque acompanhamos o desenrolar de relacionamentos que começam e acabam nessa época do ano, com dramas muito humanos e um toque de comédia. Tem simplesmente Colin Firth, Hugh Grant, Emma Thompson, Alan Rickman, Keira Knightley, uma lista enorme com os melhores atores britânicos.

Leia a crítica de Klaus, animação da Netflix
Klaus, 2019

Filmes sobre o espírito natalino

O homem que inventou o Natal, 2019, Irlanda/Canadá: o tipo de filme que me emocionou facilmente. Acompanhamos Charles Dickens no exato instante em que o autor precisa encontrar a ideia de um novo projeto, que será o clássico dos clássicos Um conto de Natal, publicado dia 19 de dezembro de 1843. Junto aos conflitos de Scrooge (Christopher Plummer), o avarento que detesta o Natal, Dickens também enfrenta os fantasmas de sua vida, a insegurança como autor, a falta de dinheiro e as críticas do público. Filme perfeito para escritores.

O HOMEM QUE INVENTOU O NATAL - Cinemundo
Charles Dickens e Scrooge em O homem que inventou o Natal, 2019

As Crônicas de Natal 1 e 2, 2019/2020, EUA: lançamento da Netflix que se tornou muito popular pela roupagem nova dada à figura do Papai Noel. Neste filme, ele é um homem charmoso, cool, que até toca guitarra. O primeiro filme foi um sucesso, e me surpreendeu bastante. Tem a magia de um filme que agrada vários públicos. Na trama, o Natal está sob ameaça: os irmãos Kate (Darby Camp) e Teddy Pierce (Judah Lewis) decidiram flagrar o Papai Noel (Kurt Russell) e acabaram danificando seu trenó. Unidos, eles vão precisar de uma estratégia para conseguir salvar o Natal. A parte dois do filme foi lançada esse ano e já consta no catálogo.

Os romances clichês

Amor com data marcada, 2020, EUA: é o tipo de filme que não se pode levar muito a sério. Os personagens passam por cada situação que dá uma leve vergonha alheia, mas até que diverte. O filme tem aquele drama meio esquisito: pessoas que acham vergonhoso estarem solteiras nas festas comemorativas. Sloane (Emma Roberts) e Jackson (Luke Bracey), combinam de ser o par um do outro nas várias festas do ano. No processo absurdo de irem juntos a cada feriado, eles vão descobrindo um sentimento novo.

O amor não tira férias, 2006, EUA: revendo esse filme que sempre passava na TV, desta vez eu gostei mais ainda. Iris (Kate Winslet) é uma jornalista do Daily Telegraph. Ela tem uma paixão platônica há 3 anos por um homem que agora vai se casar. Revoltada, ela aceita a proposta de uma estranha: fazer um intercâmbio de casas para fugir das festividades. Ela troca seu chalé idílico em Londres por uma estadia na mansão de Amanda (Cameron Diaz) em Los Angeles, que também está fugindo de um rompimento. As poucas semanas servem como um recomeço e novos amores para as duas.

The Holiday | Netflix
O amor não tira férias, 2006

Deixe a neve cair, 2019, EUA: adaptação do livro homônimo de John Green, há diversas histórias de amor conduzindo o filme em uma forte nevasca em Gracetown, que para a cidade na véspera de Natal. É uma história que envolve paixões sendo descobertas no meio do Natal de formas inesperadas, assim como os dramas adolescentes com os amigos e o mundo.

A princesa e a plebeia 1 e 2, 2018/2020, EUA: sim, o filme em que a Vanessa Hudgens faz duas personagens, até três. Eu não esperava ter gostado tanto do primeiro filme, por causa dessa premissa, mas gostei. Há o encontro inesperado entre uma confeiteira e uma duquesa, que são simplesmente idênticas. Então elas resolvem trocar de vida por poucos dias, para que experimentem o mundo simples e o mundo requintado da realeza. Mas uma acaba se apaixonando pelo príncipe, e a outra pelo confeiteiro. O segundo filme já consta no catálogo da Netflix.

O natal de Heidi, 2018, EUA: é um filme simples, com uma história bonitinha. Heidi (Emily Osment) está de volta à cidade onde nasceu após começar a construir uma carreira como curadora de exposições. O passado com um ex-namorado retorna, assim como os sonhos de se tornar pintora. Agora ela precisa ajudar as pessoas da cidade a criar o baile de formatura, com tema natalino, para que os alunos não percam a comemoração depois do local antigo ficar inviável.

O feitiço do natal, 2018, EUA: Abby (Kat Graham) busca construir uma carreira como fotógrafa. Ao herdar um calendário mágico que parece capaz de prever o futuro, sua vida muda a cada instante que a casinha indica uma pista, tudo levando-a para o seu futuro. É um enredo simpático e com uma premissa criativa, porque apresenta um relacionamento que vem desde a infância. É um filme bonito sobre sonhos e relacionamentos que apoiam esses sonhos.

O feitiço de Natal, 2019

Comédias

Sintonizados no amor, 2020, Canadá: Maggie e Jack são amigos de longa data, com uma interação muito espontânea e que trabalham juntos como apresentadores de um programa de rádio. Depois de algumas confusões no trabalho, eles se veem obrigados a fingir publicamente um relacionamento para conseguir mais ouvintes para o seu programa de rádio local. Pois a relação transformaria o programa sobre relacionamentos em um sucesso. Foi um filme bem inesperado, porque gostei bastante do tom mais cômico do filme e por ser um casal de protagonistas que se conhece desde a infância, não soando forçado. Tem jazz e referência a podcast, e aquela coisa de prompt de fanfic, “amigos fingindo que é casal”.

Tudo bem no Natal que vem, 2020, Brasil: finalmente um filme natalino brasileiro com as piadas constantes da uva passa e do tio do pavê. O fundo do filme é o de vários outros que já vimos, com um personagem voltando no tempo. Jorge (Leandro Hassum) assume o estereótipo de Grinch e Scrooge: ele é um homem rabugento que odeia o Natal. Mas bem na véspera do feriado, ele cai do telhado e bate a cabeça. Ao acordar, constata que está vivendo o Natal do ano seguinte, continuando assim até descobrir como reverter a situação. Quem diria, um filme de comédia com Leandro Hassum que me faria chorar. Há momentos bem emocionantes que fazem do filme, ainda mais numa quarentena longe dos familiares, uma boa história que faz pensar sobre como repetimos nossos ciclos sem nos darmos conta.

SÉRIES

Dash & Lily, 2020

Dash & Lily, 2020, EUA: uma série doce e fofa demais, possível de assistir numa tacada só, e com o estereótipo que eu amo: gente se conhecendo por livros e livrarias. Dash (Austin Abrams) é um jovem mal humorado e blasé que resolve passar as festas de fim de ano sozinho. Entra na famosa livraria Strand e encontra, entre as obras de Salinger, um caderninho vermelho com desafios e perguntas. Logo ele descobre se tratar de uma garota, Lily (Midori Francis), tão sozinha quanto ele, com quem passa a trocar mensagens cifradas pela cidade e pelos cadernos. A qualidade da série é que Lily é uma personagem que traz questões realistas sobre ser adolescente, todos os limites e dificuldades de socialização, e o quanto ambos precisam se desafiar para fazer parte do mundo e crescer.

Um Natal nada normal, 2020, Alemanha: encerro com uma das melhores surpresas da lista, porque se trata de uma minissérie alemã, bem realista para os enredos natalinos, sem perder as doses de comédia e drama. O músico Bastian (Luke Mockridge) enfrenta desilusões com seu sonho enquanto trabalha com telemarketing. Ele acabou um namoro longo e precisa voltar para a cidade onde nasceu para as comemorações natalinas. O que ele não esperava era descobrir que a ex estava agora com o irmão dele, e várias situações voltam à superfície dessa reunião familiar conturbada. Trama simples e muito próxima da vivência cotidiana, a série é uma narrativa muito agradável de se assistir.

Marina Franconeti Ver tudo

Escritora e Mestre em Filosofia na USP, na área de Estética, com a pesquisa Confrontos do olhar: a pintura e a figuração feminina por Édouard Manet. Ama pintar aquarelas, descobrir a magia nas tintas e na prosa do mundo.

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