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Filmes natalinos para ver – parte 2

No ano de 2020, eu montei uma lista com filmes e séries natalinos que assisti entre os meses de novembro e dezembro. Este ano repito a dose, mas a lista ficou menorzinha. Os clássicos Grinch, A felicidade não se compra, entre outros, já comentei nesta lista aqui. A deste ano traz alguns lançamentos dos streamings e outros clássicos.

Novidades entre os contemporâneos

Um match surpresa: uma comédia romântica que sai da obviedade da mocinha escolher um homem padrão. Natalie dá um match em Josh num aplicativo de namoros, mas quando chega lá, ele não é o mesmo homem da foto. E assim começa uma história inversa aos dos filmes perfeitos de Natal com casais que muitas vezes não têm química alguma. Disponível na Netflix.

Um menino chamado Natal, 2021

Eu vi 3 segundos do trailer e quando percebi que tinha a dama Maggie Smith no elenco, nem hesitei. Os atores britânicos têm minha alma totalmente. A história do filme é sobre o garoto Nikolas que sai em busca da Vila dos Duendes e de seu pai desaparecido. O roteiro e o enredo têm uma delicadeza muito sensível ao falar de luto na infância. Muitos filmes usam isso como lugar comum, sem de fato desenvolvê-lo. Mas este filme tem um texto bem produzido, mostrando o poder do mito e do conto de fadas para as crianças elaborarem o luto, além de diálogos cômicos e emocionantes, bem no tom característico de muitos filmes britânicos. Disponível na Netflix.

Um castelo para o Natal, 2021: Sophie (Brooke Shields), uma escritora best-seller, ganha uma horda de fãs revoltadas porque matou o mocinho no fim de seu livro. Para sair do caos, ela viaja para a Escócia e revisita um castelo onde seu pai trabalhou. Lá, ela tem relação conturbada com o duque que é dono do castelo, que ela deseja comprar. Um filme natalino gostoso de assistir, com o clássico duo que se detesta, mas que descobre o amor. Tem interações muito bonitinhas da protagonista com a pequena vila, se tornando um filme sobre amor maduro e amizades. Disponível na Netflix.

Uma segunda chance para amar, 2019

E se transformassem uma das músicas mais famosas do Natal, Last Christmas, em filme? É com esta premissa que Uma segunda chance para amar (Last Christmas no original) conta a história de Kate (Emilia Clarke), uma jovem muito inconsequente que trabalha em uma loja de artigos natalinos vestida de elfo. Mas detesta a data festiva, além de enfrentar questões de saúde que colocam sua vida em dúvida. Kate vive no limite. Até que conhece Tom (Henry Golding), um homem misterioso que a faz retomar o gosto pelas pequenas coisas. Não é uma comédia romântica qualquer, pois traz momentos bem melancólicos e bonitos, além de tratar da questão da xenofobia contra iugoslavos. O filme tem ótimas viradas de enredo e conta com Emilia Clarke e Emma Thompson, responsável pelo roteiro com o marido e quem levou cerca de oito anos para produzir esse filme. Disponível na Amazon Prime.

A princesa e a plebeia – as vilãs também amam: o Natal na Netflix sem Vanessa Hudgens parece que já não é mais Natal. A atriz começou a tendência, no streaming, de aparecer como várias personagens no mesmo filme, além de produzi-los. O terceiro filme desta saga natalina traz a atriz em três papéis, com um maior desenvolvimento de Fiona, a vilã. Disponível na Netflix.

Clássicos

A loja da esquina (The Shop Around The Corner, 1940)

O cenário é Budapeste, uma pequena loja de confecções. O empregado Alfred (James Stewart), se apaixona por Klara (Margaret Sullavan), uma garota com quem se corresponde sem nunca tê-la visto. A coincidência é que Klara se emprega na loja em que Alfred trabalha e passa a hostilizá-lo, sem saber que ele é a pessoa com quem troca correspondências. O filme Mensagem para você, feito décadas depois, com Tom Hanks e Meg Ryan, tem grandes semelhanças, mas em vez de ser cartas, são e-mails. Ambos os filmes são uma gracinha e A loja da esquina é divertido e doce.

Natal Branco (White Christmas, 1954):

O filme começa com a melancólica música White Christmas, cantada entre soldados desolados com o isolamento na Segunda Guerra Mundial. Tempos depois, Bob Wallace e Phil Davis abandonam a carreira militar e decidem formar uma dupla de canto e dança, tendo a ideia de realizar um show de Natal em Vermont, protagonizando as grandes cenas musicais do filme. Dublado e online aqui.

Adorável Vagabundo (Meet John Doe, 1941)

Do mesmo diretor do maior clássico natalino A felicidade não se compra, o filme Adorável vagabundo traz algumas semelhanças com o outro clássico e a crítica social que é marca de Frank Capra. A trama conta a história de uma repórter que resolve escrever uma carta pelo jornal onde trabalha, como vingança por sua demissão, utilizando outra assinatura, dizendo que se suicidará no Natal em protesto contra a corrupção e a pobreza. E assinou como “João Ninguém”, John Doe. Com a repercussão, o jornal contrata um mendigo para se passar pelo autor da carta, John Doe. As coisas fogem do controle, ele vira um herói nacional e tudo começa a se tornar político demais. O filme tem uma crítica muito veemente ao controle do Estado e da mídia, da pequenez do ser humano diante de toda a estrutura social norte-americana. Disponível aqui no Youtube com legendas.

Marina Franconeti Ver tudo

Escritora e Mestre em Filosofia na USP, na área de Estética, com a pesquisa Confrontos do olhar: a pintura e a figuração feminina por Édouard Manet. Ama pintar aquarelas, descobrir a magia nas tintas e na prosa do mundo.

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